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Prises
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Abaixo o ataque imperialista ao Irão!
Guerra de classe contra o imperialismo e o capitalismo!
O ataque conjunto lançado a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que já matou centenas de pessoas no Irão e dezenas no Líbano, é uma verdadeira guerra de agressão imperialista; o seu objetivo não é ajudar o "povo" iraniano a libertar-se da ditadura dos aiatolás, nem contrariar as "ameaças iminentes" colocadas pelo regime islâmico, como declarou Trump, ecoando as mentiras sobre as "armas de destruição maciça" de Saddam Hussein, outrora usadas para justificar a guerra contra o Iraque. Todos os especialistas militares concordam que o Irão não tem meios para ameaçar os Estados Unidos e, segundo os negociadores, Teerão teria inclusive aceitado a exigência americana de abandonar o enriquecimento de urânio. Quanto ao destino do povo iraniano, para avaliar o quão pouco os imperialistas se preocupam com ele, basta recordar o caso venezuelano, onde os Estados Unidos deixaram de lado a "oposição democrática", preferindo chegar a um entendimento com o regime chavista, que tinha demonstrado a sua capacidade de manter a ordem social apesar das terríveis condições de vida e de trabalho do proletariado. . Do mesmo modo, no Irão, esperaram, antes de desencadear a guerra, que o regime tivesse reprimido brutalmente as manifestações de janeiro: perante as massas rebeldes, aiatolás obscurantistas e capitalistas ianques alinharam-se do mesmo lado porque pertencem à mesma classe social de vampiros. Para o proletariado, é, portanto, completamente inútil imaginar, como a oposição iraniana burguesa e pequeno-burguesa, que os imperialistas americanos e israelitas entraram em guerra para instaurar um regime democrático. Além disso, na sua conferência de imprensa de 2 de março, Trump já não menciona a mudança de regime em Teerão entre os objetivos da guerra.
O ataque americano-israelita visa, na realidade, reduzir a influência do Irão, que, dada a sua riqueza em petróleo e gás, a dimensão da sua população e a sua posição geográfica, está naturalmente destinado a desempenhar um papel de primeiro plano no Golfo Pérsico e no Médio Oriente. No entanto, após a derrubada da monarquia durante a revolução de 1979 e o estabelecimento do regime islâmico, o Irão, outrora importante baluarte do imperialismo americano (que tinha instalado o Xá no poder), começou a desafiar o seu domínio regional. Foi assim que o Irão, juntamente com os seus aliados (Hamas palestiniano, Hezbollah libanês, milícias iraquianas, o governo sírio e os Houthis do Iémen), formou um "eixo de resistência" destinado a contrariar o poder militar de Israel, o gendarme americano do Médio Oriente. Mas nos últimos anos, Israel, com o firme apoio americano, tem trabalhado sistemática e com sucesso para quebrar este eixo, enquanto os Estados Unidos se têm esforçado por estrangular economicamente a economia iraniana impondo sanções cada vez mais severas. Os ataques atuais, que visam pôr o Irão de joelhos, inserem-se neste esforço para estabelecer uma preeminência americana indiscutível no Médio Oriente, uma área cuja importância estratégica é maior do que nunca num período de crescentes tensões interimperialistas: 20% do gás liquefeito mundial e 25% do seu petróleo provêm do Golfo Pérsico, destinados principalmente aos países asiáticos – e em particular à China, rival dos Estados Unidos...
Por seu lado, os governos ocidentais alinharam-se com os Estados Unidos; o comunicado conjunto assinado pela Alemanha, Grã-Bretanha e França no dia da eclosão da guerra condenava apenas os ataques iranianos! Depois, em 1 de março, esses mesmos governos afirmaram estar prontos a "empreender ações defensivas" (sic!) "para destruir pela raiz" as capacidades militares do Irão. O governo britânico declarou que disponibiliza às forças armadas americanas as suas bases militares na região, enquanto o governo francês afirmou a sua determinação em apoiar os seus aliados no Golfo. As potências imperialistas europeias, indignadas com as ambições americanas de se apoderarem da Gronelândia e invocando ao mesmo tempo o respeito pelo "direito internacional", esquecem convenientemente que não são o alvo das ambições de Washington. Não querem ser excluídas do saque quando se tratar de remodelar a ordem imperialista no Médio Oriente após uma derrota iraniana.
A guerra atual é mais uma manifestação sangrenta da crescente tendência de várias potências imperialistas, grandes e pequenas, para recorrer à violência aberta e aos confrontos militares para defender os seus próprios interesses, seja na Ucrânia, no Médio Oriente, na América Latina ou noutro lugar. Esta tendência alimenta uma corrida ao rearmamento e o desenvolvimento do militarismo por toda a parte; e é a causa do colapso do sistema internacional das Nações Unidas instituído após a Segunda Guerra Mundial, que tinha a tarefa de mitigar, ainda que imperfeitamente, os conflitos entre os Estados. Apertado num cerco de dificuldades económicas cada vez maiores, o mundo capitalista dirige-se inexoravelmente para um novo conflito mundial. Nenhum apelo à paz entre as nações, nenhuma denúncia dos "belicistas", nenhum apoio ao Estado atacado contra os Estados agressores pode impedi-lo: o capitalismo no seu conjunto é belicista, todos os Estados burgueses são criminosos!
A única força que pode opor-se é o proletariado, a vítima designada das guerras, mas que ao mesmo tempo é a força cuja exploração sustenta o capitalismo e que, portanto, tem o poder de o paralisar combatendo essa exploração. Regressando à luta independente pelos seus próprios interesses de classe, recusando os sacrifícios em nome da pátria ou da economia nacional, superando todas as divisões de raça, nacionalidade, género, etc., redescobrindo as suas próprias armas de classe e a sua organização de classe, o proletariado de todos os países tem a possibilidade de resistir aos capitalistas e aos seus Estados aparentemente omnipotentes.
A partir desse momento, arrastando atrás de si a vasta massa dos oprimidos, poderá empenhar-se na luta revolucionária para derrubar o capitalismo e estabelecer o seu próprio poder internacional e totalitário, único modo de pôr fim, juntamente com este modo de produção, à exploração, às injustiças e às guerras que o caracterizam. É por esta perspetiva que devemos lutar hoje sem receio de ir contra a corrente, porque ela é a chave do futuro.
Proletários de todos os países, uni-vos na guerra de classe contra o capitalismo!
4 de março de 2026
Partido Comunista Internacional
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