|
|
Prises
de position - |
Contra as guerras imperialistas, uma única solução:
a luta de classes revolucionária!
Há mais de quatro anos, a guerra assola entre a Rússia e a Ucrânia, causando centenas de milhares de mortos e feridos de ambos os lados; no Médio Oriente, os massacres israelitas mataram dezenas de milhares de pessoas em Gaza, enquanto os ataques israelo-americanos contra o Irão e o Líbano provocaram milhares de vítimas, o deslocamento de centenas de milhares de pessoas e a grave destruição das infraestruturas civis; em África, a guerra civil no Sudão, em que os Estados da região se combatem entre si, dura há três anos e causou centenas de milhares de mortos; na Ásia, deflagrou a guerra entre o Paquistão e o Afeganistão, poucos meses após os confrontos entre a Índia e o Paquistão, enquanto a China continua a ameaçar invadir Taiwan.
Enquanto conflitos mortais assolam todo o mundo, a ordem internacional instaurada após a última guerra mundial, que de alguma forma conseguira conter as ambições belicistas das várias potências imperialistas, corre agora o risco de colapsar sob o assalto da Rússia e dos Estados Unidos. Em cada país, a prioridade é agora dada à aceleração do "rearmamento"; a despesa militar está em constante aumento, em detrimento das condições de vida e de trabalho da população, e em particular do proletariado. Os responsáveis militares europeus afirmam que é preciso preparar-se para uma guerra com a Rússia nos próximos anos (o chefe de estado-maior francês declarou que devemos "aceitar perder filhos" pelo bem do país) e, em França e na Alemanha, acabam de ser criados novos corpos militares, por enquanto voluntários, uma vez que a guerra na Ucrânia demonstrou a necessidade de dispor de uma quantidade suficiente de carne para canhão para alimentar a fornalha bélica: o que se avizinha é a perspetiva de um conflito generalizado, uma terceira guerra mundial que veria os maiores Estados confrontarem-se diretamente.
A guerra não é uma aberração causada por alguns "belicistas", pela ambição de alguns líderes ou pela megalomania de alguns ditadores; é a consequência inevitável do capitalismo, um modo de produção baseado na exploração do trabalho assalariado, na concorrência desenfreada e na pilhagem dos recursos naturais e das riquezas das nações mais fracas. A agressividade intrínseca do capitalismo é, sem dúvida, atenuada, durante os períodos de expansão económica, pelo crescimento dos lucros, que lhe permite também conceder melhorias ao proletariado em troca da paz social, mas nunca desaparece, como demonstram as guerras que ensanguentaram sem trégua o período de "paz" subsequente ao último conflito mundial. Manifesta-se com toda a sua força quando aos períodos de "prosperidade" económica se seguem períodos de crise. Assim, enquanto os supostos "melhoramentos" do proletariado são postos em causa, a concorrência no mercado global intensifica-se, transformando-se numa guerra comercial; os confrontos entre Estados burgueses em defesa dos interesses nacionais tornam-se cada vez mais agudos; o capitalismo está a conduzir inexoravelmente o planeta para uma nova guerra mundial, que não só determinará uma nova divisão do mundo após terríveis massacres, como desencadeará também uma grande recuperação económica graças à enorme destruição causada pelo conflito, como aconteceu após a Segunda Guerra Mundial.
Contra esta espiral fatal, é inútil invocar o respeito pelo "direito internacional" ou pela Carta das Nações Unidas, multiplicar os apelos à paz, brandir a ameaça de um tribunal internacional ou outras tolices semelhantes que os líderes das principais potências imperialistas escarnecem abertamente. Pode parecer lógico tomar partido do agredido contra o agressor, apoiar, por exemplo, o Irão contra a aliança EUA-Israel, mas isso equivale a apoiar uma forma de capitalismo contra outra, a apoiar a guerra que o regime iraniano continua a conduzir contra o proletariado e as massas deste país.
A única forma realista de combater as guerras em curso e aquelas que são conscientemente preparadas pelos vários governos burgueses é a de combater o capitalismo, recusando-se a tomar partido de uma facção contra a outra em nome do "mal menor". O proletariado, cuja exploração sustenta o capitalismo, tem realmente na mão a possibilidade de o enfraquecer e derrubar, como demonstrou historicamente, desde que combata exclusivamente em defesa dos seus próprios interesses de classe.
Isto significa recusar os sacrifícios em nome dos supostos interesses superiores da pátria, da empresa, da economia nacional – ou seja, interesses puramente capitalistas; rejeitar qualquer "unidade nacional" e qualquer colaboração de classes, que beneficia apenas os exploradores; mostrar solidariedade com os imigrantes e os proletários estrangeiros, que são irmãos de classe destinados a tornar-se companheiros na luta contra o capitalismo e uma organização independente de toda a influência burguesa, seja ela reformista, legalista ou pacifista – numa palavra, o regresso à verdadeira luta de classes.
A oposição intransigente aos sacrifícios, hoje também na luta imediata, é o primeiro passo indispensável para construir amanhã uma força de classe capaz de se opor aos sacrifícios no campo de batalha, de transformar a guerra imperialista numa guerra civil para o derrube do poder burguês e o estabelecimento da ditadura internacional do proletariado, passo necessário para pôr fim ao capitalismo e abrir o caminho para uma sociedade sem guerras, sem exploração e injustiças, sem fronteiras nem Estados: o comunismo.
• Por uma organização independente de classe!
• Pela retoma da luta de classes contra o capitalismo!
• Pela revolução comunista mundial!
• Proletários de todos os países, uni-vos!
24 de abril de 2026
Partido Comunista Internacional
Il comunista - le prolétaire - el proletario - proletarian - programme communiste - el programa comunista - Communist Program
www.pcint.org